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Por que o Dia do Orgulho é celebrado no dia 28 de junho? Publicado em: 28-06-2021 445

Por que o Dia do Orgulho é celebrado no dia 28 de junho?

Hoje muito se fala sobre o dia do orgulho LGBTQIA+. Diversas empresas se manifestam a favor da causa há também aquelas que se opõe, mas o fato é que em comparação há anos anteriores o dia se tornou bastante popular ao redor do mundo.

O que muitos não sabem é que mais do que um dia de celebração, o dia 28 de junho é lembrado por ser um dia de luta e resistência.

 

Uma época sombria

Até a década de 60, em Nova Iorque nos Estados Unidos, relações entre pessoas do mesmo sexo eram consideradas ilegais e, por isso, bares e clubes eram um refúgio para as pessoas da comunidade.

A cidade também proibia os estabelecimentos de venderem bebidas alcoólicas para pessoas LGBTQIA+, com a justificativa de que a reunião da comunidade causava “desordem”. Por conta disso, os policiais costumavam fazer inspeções regulares nestes bares e clubes.

Em 1966, a família criminosa Genovese comprou o bar Stonewall Inn. A família controlava quase todos os bares e clubes que recebiam a comunidade LGBTQIA+ em Greenwich Village e costumavam subornar os policiais da cidade para que avisassem antes de fazerem as inspeções regulares.

 

A rebelião

Em 28 de junho de 1969, a polícia de Nova Iorque tinha um mandato para fazer a inspeção do Stonewall Inn. Como desta vez o donos do bar não foram avisados, quando a polícia chegou, prendeu treze pessoas, desde funcionários a frequentadores do bar.

De acordo com relatos de pessoas que estavam no local, ao tentar prender uma mulher lésbica que frequentava o bar, o policial acabou por bater a cabeça dela na viatura e ela começou a pedir apoio do restante do grupo, gritando para que as pessoas no local começassem a jogar os materiais em volta nos policiais.

Em pouquíssimo tempo, a rebelião começou. A polícia teve de se proteger dentro do bar e os manifestantes continuaram até outros policiais e bombeiros chegarem ao local. Depois deste episódio, manifestações nos arredores da cidade ocorreram por cinco dias e envolveram milhares de pessoas.

Segundo relatos, a comunidade estava lutando pelas suas vidas e estava cansada de tanta discriminação e perseguição policial.

 

 

Uma oportunidade de agir

Após um ano da rebelião de Stonewall, milhares de pessoas da comunidade LGBTQIA+ marcharam do local do bar até o Central Park. Essa marcha foi reconhecida como a primeira parada gay dos Estados Unidos.

O que aconteceu em Stonewall também impulsionou a organização dos ativistas da causa LGBTQIA+ e diversas organizações foram fundadas nos anos seguintes, como a Frente de Libertação Gay em 1969 e a Human Rights Campaign (Campanha dos Direitos Humanos, em tradução livre) em 1980.

Nos anos seguintes a Stonewall, ainda, houveram diversas conquistas para a comunidade: por exemplo, em 1978, Harvey Milk foi o primeiro homem gay a ser eleito para um cargo político na Califórnia, se tornando um dos supervisores da cidade de San Francisco e fazendo parte do governo legislativo da cidade. Foi Harvey Milk também, junto com o artista e ativista Gilbert Baker, responsável pela criação da primeira bandeira arco-íris para representar a comunidade.

Em 2016, o então Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, designou a área de Stonewall e arredores como um monumento nacional de modo a reconhecer a sua importância na luta pelos direitos das pessoas LGBTQIA+ no país.

A Rebelião de Stonewall foi sem dúvida um acontecimento impulsionador para a luta dos direitos LGBTQIA+ no mundo e ainda hoje possui um legado admirável. Hoje, Stonewall é sinônimo de resistência, luta e esperança para a comunidade e de que é possível lutar por um mundo mais tolerante e diverso.